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Autor em publicação nacional: como conduzir complicações da cirurgia de catarata

Autor em publicação nacional: como conduzir complicações da cirurgia de catarata

Tive a honra de contribuir como autor em uma das publicações de referência da Oftalmologia brasileira: o livro Urgências em Oftalmologia, publicado em parceria com o Congresso Brasileiro de Oftalmologia.

O tema que escrevi trata de uma situação que todo cirurgião de catarata pode enfrentar — e que exige preparo, técnica e decisão rápida.

O que é a cirurgia de catarata e quando surgem complicações?

A cirurgia de catarata é um dos procedimentos mais realizados no mundo. O objetivo é remover o cristalino opacificado — a lente natural do olho que perdeu a transparência — e substituí-lo por uma lente artificial, chamada lente intraocular.

Na grande maioria das vezes, a cirurgia transcorre sem intercorrências. Mas, como em qualquer procedimento cirúrgico, existem situações inesperadas que podem surgir durante a operação.

Uma das mais desafiadoras é a ruptura da cápsula — a bolsinha fina que envolve e sustenta a lente artificial dentro do olho. Quando isso acontece, o cirurgião pode não conseguir implantar a lente na posição planejada, e o paciente termina a cirurgia sem a lente intraocular no lugar.

O que acontece quando a lente não pode ser implantada?

Sem a cápsula íntegra para servir de suporte, a lente artificial não tem onde ser fixada de forma segura. Deixar o olho sem lente não é uma opção definitiva — o paciente ficaria com visão extremamente comprometida.

É nesse momento que entram as técnicas avançadas de fixação escleral: procedimentos que permitem prender a lente diretamente à parede do olho, de forma estável e duradoura, mesmo sem a estrutura de suporte original.

A técnica que utilizamos: fixação escleral com GoreTex em 4 apoios

A técnica que descrevo no capítulo — e que utilizo na prática cirúrgica — é a fixação escleral com fio de GoreTex CV-8 em quatro pontos de ancoragem.

Em linguagem simples: a lente intraocular é fixada à parede do olho por meio de um fio cirúrgico extremamente fino e resistente — o mesmo material usado em cirurgias cardíacas — preso em quatro pontos estratégicos. Essa distribuição em quatro apoios garante centralização, estabilidade e resultados visuais duradouros.

É uma técnica que exige precisão e experiência, mas que oferece ao paciente uma solução definitiva mesmo nas situações mais complexas.

Por que esse tema importa para o paciente?

Complicações cirúrgicas não significam descuido. Elas podem ocorrer mesmo com toda a preparação e técnica adequadas. O que faz a diferença é saber como conduzi-las.

Ter domínio dessas técnicas é parte do que busco oferecer aos meus pacientes: não apenas realizar uma cirurgia bem planejada, mas estar preparado para tomar as melhores decisões em qualquer cenário intraoperatório.

Sobre a publicação

O capítulo integra o livro Urgências em Oftalmologia, desenvolvido em conjunto com o Congresso Brasileiro de Oftalmologia, e também faz parte do Pro-Oftalmo – Programa de Atualização em Oftalmologia, publicado pela Artmed.

Para adquirir:

Artmed / Secad: portal.secad.artmed.com.br

Amazon: amazon.com.br

Dr. Rodrigo Crispim Dompieri
Oftalmologista | Retina e Vítreo
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo – SBRV
CRM-SP 175341 | RQE 82023